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Como identificar decisores de vendas B2B?

Como identificar decisores de vendas B2B?
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Gestão de Vendas

12 de fevereiro de 2026

5 minutos de leitura

No B2B, raramente uma venda acontece porque uma única pessoa decidiu sozinha. Processos de compra são mais longos, envolvem riscos maiores e costumam passar por diferentes níveis de validação. Ainda assim, muitos times comerciais continuam concentrando seus esforços em “achar o decisor”, como se ele fosse um alvo claro, isolado e sempre acessível.

O problema? Essa visão simplifica demais a realidade.

Para avançar em negociações complexas, é preciso entender quem decide, quem influencia e como essas vozes se conectam ao longo da jornada de compra.

Aqui, vamos explicar o que caracteriza um decisor de venda B2B, quem são os influenciadores, por que não faz sentido focar apenas no decisor e como usar dados, especialmente a análise win-loss, para impactar melhor todo o comitê de compra.

Vamos lá?

O que é um decisor de vendas B2B?

O decisor de vendas B2B é a pessoa (ou grupo) que tem autoridade formal para aprovar ou vetar uma compra. Normalmente, ele está ligado a cargos de liderança, como diretores, heads ou C-levels, e responde diretamente por orçamento, estratégia ou risco do negócio.

Mas aqui está o primeiro ponto-chave:

👉 ter poder de decisão não significa participar ativamente de todas as etapas da compra.

Em muitos casos, o decisor:

  • Entra apenas nas fases finais da negociação
  • Recebe informações filtradas por outras áreas
  • Avalia a compra sob critérios estratégicos, não operacionais
  • Confia na recomendação de pessoas do time

Ou seja, quando o vendedor tenta “pular etapas” para falar direto com o decisor, corre o risco de chegar despreparado ou com uma mensagem desalinhada.

Quem são os influenciadores em vendas B2B?

Os influenciadores em vendas B2B são profissionais que não assinam o contrato, mas moldam a decisão. Eles avaliam, comparam, questionam e recomendam (ou não) uma solução antes que ela chegue à mesa do decisor.

Alguns exemplos:

  • Gestores da área usuária da solução
  • Especialistas técnicos (TI, segurança, dados, jurídico)
  • Analistas e coordenadores que testam o produto
  • RevOps, compras ou aquisição
  • Consultores externos

Essas pessoas influenciam porque:

  • Conhecem a dor operacional em profundidade
  • Serão impactadas diretamente pela solução
  • Ajudam a reduzir riscos para o decisor
  • Validam se a promessa comercial é viável na prática

Ignorar esses atores é um dos erros mais comuns e mais caros em vendas B2B complexas.

Por que não devemos focar apenas nos decisores?

Focar exclusivamente no decisor parte de uma premissa equivocada: a de que a decisão acontece em um único momento, por uma única pessoa. Na prática, ela é construída ao longo do tempo, por múltiplas interações.

Quando o time comercial ignora os influenciadores, alguns problemas aparecem:

  • A proposta chega ao decisor sem contexto
  • Objeções surgem tardiamente (e são mais difíceis de contornar)
  • O discurso parece genérico ou superficial
  • A solução perde defensores internos

Já quando os influenciadores são bem trabalhados:

  • Eles “vendem por você” internamente
  • A conversa com o decisor fica mais estratégica
  • O ciclo de vendas tende a encurtar
  • A percepção de risco diminui

Em outras palavras: decisores escolhem melhor quando são bem assessorados internamente.

Como mapear decisores e influenciadores na prática

Identificar quem é quem dentro de uma conta exige método, escuta e análise, não apenas cargo no LinkedIn.

Algumas perguntas ajudam a clarear o cenário:

  • Quem sente a dor no dia a dia?
  • Quem será cobrado se a solução não funcionar?
  • Quem participa das reuniões técnicas?
  • Quem fala sobre orçamento, ROI ou prioridade estratégica?
  • Quem costuma “traduzir” a proposta para outras áreas?

A partir disso, é possível criar um mapa de stakeholders, entendendo:

  • Papel de cada pessoa no processo
  • Nível de influência
  • Critérios de decisão
  • Principais objeções

Esse mapeamento é importante para personalizar a mensagem e distribuir bem os esforços do time comercial.

Como a análise win-loss ajuda a impactar melhor decisores?

Uma das formas mais eficazes de entender quem realmente decide, e como decide, é olhando para o passado. Mais especificamente, para negócios ganhos e perdidos.

A análise win-loss investiga, a partir da visão do cliente, perguntas como:

  • Quem participou da decisão?
  • Quem teve mais peso na escolha final?
  • Quais critérios foram decisivos?
  • Onde a sua proposta perdeu força?
  • O que o concorrente fez melhor (ou diferente)?

Diferente de suposições internas, a análise win-loss traz a verdade direto da fonte. Muitas empresas descobrem, por exemplo, que:

  • O decisor nunca foi impactado pela mensagem principal
  • Um influenciador técnico vetou a solução silenciosamente
  • O discurso comercial não conversava com a prioridade estratégica
  • A perda não foi por preço, mas por percepção de risco

Esses aprendizados permitem ajustar:

  • O discurso para decisores (mais estratégico e menos funcional)
  • O conteúdo para influenciadores (mais técnico e aplicável)
  • A ordem de abordagem dentro da conta
  • O preparo do time para objeções reais

Se quiser se aprofundar, vale explorar este guia completo sobre o tema: voiss.io/guia-analise-win-loss/

O papel do marketing nas vendas B2B

Identificar os decisores de venda B2B não é responsabilidade apenas do time comercial. O marketing tem um papel fundamental ao:

  • Criar conteúdos específicos para decisores e influenciadores
  • Ajudar a educar o mercado sobre problemas ainda difusos
  • Reforçar autoridade para diferentes níveis da organização
  • Preparar o terreno antes mesmo do primeiro contato comercial

Quando marketing e vendas trabalham juntos, a abordagem deixa de ser reativa e passa a ser estratégica e orientada por dados.

Vender melhor é entender quem decide e por quê

No fundo, vendas B2B não são sobre encontrar “o decisor certo”, mas sobre entender o ecossistema de decisão. Decisores, influenciadores, critérios, riscos e percepções formam uma rede complexa e ignorar qualquer parte dela fragiliza a negociação.

Empresas que evoluem nesse ponto deixam de operar no achismo e passam a atuar com inteligência real, usando dados, escuta ativa e aprendizado contínuo para aprimorar sua abordagem.

É exatamente essa lógica que orienta a atuação da Voiss: ouvir quem realmente participou da decisão, transformar essas vozes em insights estratégicos e ajudar empresas a vender melhor, não por intuição, mas por entendimento profundo do mercado.

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