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Por que as empresas de vendas complexas perderam negócios em 2025? 

Por que as empresas de vendas complexas perderam negócios em 2025?
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Gestão de Vendas

4 de dezembro de 2025

4 minutos de leitura

2025 foi o ano em que as empresas de vendas complexas descobriram o custo do achismo.

Mesmo com tecnologias mais avançadas, dados em tempo real e processos automatizados, muitos times terminaram o ano com a mesma dúvida: por que estamos perdendo negócios?

A resposta, como revelaram diversas análises conduzidas ao longo do ano, é menos técnica do que parece. O problema não estava apenas nas ferramentas, estava na forma como elas eram usadas. Em vez de entender o cliente, muitas empresas estavam apenas tentando prever o próximo passo dele.

Quando o excesso de dados virou ruído

Nos últimos anos, os times de vendas passaram a ter acesso a um volume enorme de dados: registro de interações, histórico de contatos, comportamento de navegação, conversas gravadas, automações… Mas em 2025, um padrão ficou evidente: esse excesso de informação não se transformava necessariamente em clareza.

Muita empresa se apoiou em dashboards e relatórios para tentar entender as perdas, mas descobriu que número, sozinho, não explica percepção. 

O CRM mostra o que aconteceu.
Mas não mostra por que aconteceu.

Essa desconexão entre indicadores e interpretação contribuiu para decisões baseadas mais em suposições do que em contexto real.

O problema não era o preço, era o valor percebido

Em 2025, a velha justificativa “perdemos por preço” voltou a aparecer nos relatórios. Mas as análises qualitativas mostraram que, na maioria dos casos, o cliente não achou caro. Ele apenas não entendeu o valor.

A comunicação genérica e a falta de conexão entre discurso e dor real do comprador se tornaram causas recorrentes de losts.

Empresas que apresentavam produtos inovadores, mas falavam em termos técnicos e distantes, perderam espaço para concorrentes que explicavam como a solução mudava a rotina do cliente.

O que ficou evidente é que a venda complexa não é vencida pela melhor apresentação, mas pela melhor interpretação.

Quando o cliente se reconhece na proposta, o preço passa a ser apenas um detalhe dentro de uma decisão que já faz sentido.

O ciclo da perda começa antes do follow-up

Um dos maiores equívocos de 2025 foi tentar corrigir perdas no fim do funil. O erro, na maioria das vezes, já tinha começado lá atrás, na primeira conversa, na leitura superficial do problema ou no desalinhamento entre Vendas, Produto e Marketing.

Em entrevistas conduzidas pela Voiss com decisores B2B, um padrão se repetiu: a desatenção inicial custa caro.

Empresas que demoram para responder, que não contextualizam a proposta ou que insistem em discursos padronizados perdem credibilidade ainda nas primeiras interações.

E, quando o cliente se distancia, dificilmente há e-mail, desconto ou demo que o traga de volta.

O que 2025 ensinou sobre escutar

A lição central do ano é simples: escutar é estratégico.

As empresas que implementaram processos reais de feedback, entrevistando clientes que disseram “não”, analisando cancelamentos e revisando expectativas, terminaram o ano mais preparadas para crescer.

Essas organizações deixaram de tratar a perda como fim de ciclo e passaram a enxergá-la como fonte de dados.

A análise win-loss mostra ser uma das práticas mais eficazes para aumentar previsibilidade, ajustar mensagens e construir vantagem competitiva.

Ouvir não é mais um gesto de empatia: é um diferencial de performance.

O novo desafio: agir sobre o que foi ouvido

Se 2025 foi o ano de descobrir os erros, 2026 precisa ser o de aprender com eles. Escutar é o primeiro passo, mas o real valor vem de transformar o que se ouviu em decisão.

As empresas que mais se destacam em vendas complexas têm algo em comum: elas estruturam a escuta organizando os feedbacks, classificando os motivos das perdas, unindo áreas e traduzindo percepções em ações concretas.

Algumas das boas práticas que devem marcar o novo ciclo incluem:

  • Reunir Vendas, Marketing e Produto para revisar o discurso trimestralmente.
  • Entrevistar clientes perdidos e inativos, não apenas os que compraram.
  • Revisar a proposta de valor com base nas percepções do mercado.
  • Inserir a voz do cliente nos processos de decisão, não apenas no pós-venda.

O 2026 das empresas que aprendem

A previsão é clara: as empresas que mais vão crescer em 2026 são aquelas que transformam escuta em estratégia. Porque cada lost conta uma história, e cada história traz um padrão.

O diferencial estará em quem souber traduzir esses padrões antes que eles se repitam.

Se você quer aprofundar esses aprendizados e entender como transformar escuta em ação, o nosso material reúne as 5 práticas para evitar as perdas de 2025 e crescer com mais clareza em 2026.

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